Dúvidas frequentes

Tire suas dúvidas com a nutricionista

Por quê devo me alimentar bem durante o tratamento?

A nutrição adequada é especialmente importante para os pacientes que estão sendo submetidos ao tratamento de câncer, tanto para melhorar os resultados destes tratamentos como para melhorar a sua qualidade de vida. Uma alimentação equilibrada faz parte do processo de recuperação de qualquer pessoa doente. Bem nutrido o corpo reage melhor às medicações, ganha energia para enfrentar as terapias e é capaz de driblar eventuais infecções que possam aparecer, além de minimizar a perda de peso e favorecer a recuperação do estado geral.

As necessidades nutricionais de uma pessoa que está em tratamento variam. O médico ou o nutricionista que o acompanha poderá avaliar se a sua alimentação e o seu peso encontram-se dentro da normalidade e assim estabelecer as formas de terapia nutricional que satisfaçam suas necessidades nutricionais.

Clique aqui para saber se o seu peso está dentro do recomendado.

Como deve ser a alimentação para o paciente recuperar o peso?

Quando o paciente encontra-se em desnutrição ou necessita recuperar o peso, é necessária uma terapia nutricional mais agressiva para que se consiga suportar o tratamento. Se não for possível recuperar parte do peso, mantê-lo já é um bom sinal. Uma alimentação de consistência normal, fracionada em pequenos volumes várias vezes ao dia e a utilização de um suplemento nutricional oral vai ajudar a recuperar o peso.

A suplementação nutricional oral é o método mais simples, mais natural e menos invasivo para o aumento da ingestão de nutrientes em todos os pacientes. Suplementos nutricionais são fórmulas produzidas com altíssimo teor de nutrientes em pequeno volume. São líquidos, prontos para beber e se apresentam em diversos sabores. Para saber mais, você pode acessar www.forticare.com.br. No entanto, se estas medidas não forem suficientes, a utilização de terapia enteral associada através de uma sonda nasoenteral ou gastrostomia pode ser uma outra estratégia.

Clique aqui para saber se o seu peso está dentro do recomendado.

Será que eu preciso ingerir um suplemento nutricional?

A suplementação nutricional via oral para pacientes em tratamento oncológico já pode ser iniciada quando o paciente encontra-se em desnutrição, ou se a ingestão via oral está diminuída por mais de sete dias, e pode ser mantida durante todo o tratamento. Existem diversos suplementos nutricionais orais. Converse com seu médico ou nutricionista para saber qual o melhor suplemento nutricional para o seu caso.

Suplementos nutricionais são fórmulas produzidas com altíssimo teor de nutrientes em pequeno volume. São líquidos, prontos para beber e se apresentam em diversos sabores. Para saber mais, você pode acessar www.forticare.com.br.

Vou fazer radioterapia. Como devo me alimentar?

A alimentação durante o tratamento de radioterapia irá variar de acordo com os efeitos colaterais agudos provocados na região irradiada.

É importante monitorizar estes efeitos e ajustar a alimentação neste período, além de controlar a perda de peso. Durante a radioterapia o paciente deverá ter uma boa ingestão de alimentos que contenham energia e proteínas (carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados), para que a pele da área que está sendo irradiada possa se recuperar o mais rápido possível e para que o sistema de defesa do seu organismo não seja afetado.

Não é recomendado fumo e ingestão de bebidas alcoólicas durante este período. Algumas sugestões importantes são: procure comer pequenas porções várias vezes ao dia, coma em intervalos regulares; varie os alimentos; mantenha uma boa ingestão de líquidos durante o dia (água, sucos, leite, chá, mingau, sopas,…); use alimentos e preparações de fácil digestão (frutas, legumes cozidos, mingau, vitamina de frutas, gelatina, pudim, purês, carnes cozidas,…); evite o uso excessivo de condimentos e gordura. Se durante todo o período de radioterapia o paciente não apresentar nenhum dos sintomas citados abaixo, sua alimentação deve ser normal.

Para saber mais, consulte no site “Dia a Dia Saudável” e Exemplo de uma dieta geral.

Pélvis e Abdômen

A radioterapia na região do abdômen e pélvica pode provocar efeitos colaterais temporários como: diarreia, flatulência, constipação intestinal e falta de apetite, que em muitos casos dificultam a ingestão de alimentos. É importante monitorizar estes efeitos e ajustar a alimentação neste período, além de controlar o peso. O importante é não deixar de se alimentar e de se hidratar mesmo que seja pouco.

  • Diarreia;
  • Constipação intestinal;
  • Flatulência (Aumento de gases).

Cabeça e Pescoço

A radioterapia na região de cabeça e pescoço pode provocar alguns efeitos colaterais como: secura na boca (xerostomia), perda de paladar, alteração de paladar, saliva grossa, feridas na boca (mucosite), dor para engolir e perda de apetite que podem ocorrer em algum momento do tratamento. A alimentação vai depender de com qual consistência o paciente consegue se alimentar. Se apresentar dificuldade ou dor para engolir, a sua alimentação deverá ser de consistência mais pastosa ou liquidificada, distribuída em 6 a 8 refeições ao dia e utilizar um suplemento nutricional oral, caso as necessidades nutricionais diárias não sejam atingidas.

Suplementos nutricionais são fórmulas produzidas com altíssimo teor de nutrientes em pequeno volume. São líquidos, prontos para beber e se apresentam em diversos sabores. Para saber mais, você pode acessar www.forticare.com.br.

Qual o tipo de alimentação adequada para pacientes com câncer no estômago?

A perda de peso é um dos principais efeitos colaterais para os pacientes com câncer gástrico que passam por cirurgias de ressecção do estômago. No pré-operatório a alimentação pode se tornar inadequada pela dificuldade de digestão e obstrução causada pelo tumor, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente. Nesta fase, no qual o tratamento ainda não começou, é muito comum que a alimentação esteja comprometida, e vai depender de qual consistência o paciente consegue aceitar. Em geral uma dieta líquida ou pastosa com ingredientes que facilitem a digestão (preparar um texto mostrando os alimentos de fácil digestão e colocar nas dicas nutricionais) possui uma melhor tolerância.

Procure oferecer uma alimentação bem fracionada em pequenos volumes, e utilizar um suplemento nutricional oral caso as necessidades nutricionais diárias não sejam atingidas. Após a cirurgia, a alimentação de forma geral vai evoluindo gradativamente até a consistência normal; deve ser fracionada de 6 a 8 refeições ao dia em pequenos volumes; deve-se comer devagar e mastigar bem os alimentos; não ingerir líquidos com as principais refeições; evitar no início os alimentos que causem desconforto (açúcar em excesso e leite, em alguns casos).

As orientações são sempre individualizadas, levando-se em consideração as intolerâncias alimentares e as adaptações de cada paciente. A introdução de um suplemento nutricional também deve ser considerada a partir do momento em que a introdução da alimentação via oral não atingir suas necessidades diárias e o paciente apresentar dificuldade em manter o peso. O acompanhamento nutricional regular é fundamental para evitar ou agravar a desnutrição destes pacientes.

Suplementos nutricionais são fórmulas produzidas com altíssimo teor de nutrientes em pequeno volume. São líquidos, prontos para beber e se apresentam em diversos sabores. Para saber mais, você pode acessar www.forticare.com.br.

Os sinais e sintomas relacionados ao estado nutricional mais comumente observados em pacientes gastrectomizados são: anorexia, diarreia, perda de peso, anemia, desnutrição energético-protéica e síndrome de dumping. Os pacientes submetidos a gastrectomias necessitam de um acompanhamento nutricional em nível ambulatorial até a estabilização do estado nutricional.

Se estiver perdendo peso, procure um nutricionista e avise o seu médico.

Estou com câncer no intestino. Como devo me alimentar?

Em primeiro lugar devemos saber a qual tratamento você será submetido, pois para cada modalidade podem existir efeitos colaterais adversos e a alimentação irá depender de vários fatores.

As cirurgias nessa região são extremamente variadas desde ressecções endoscópicas, até ressecções complexas e extensas, e geralmente estão associadas a um rápido trânsito que podem causar deficiências na absorção de nutrientes.

A toxicidade e a tolerância aos quimioterápicos podem apresentar diferentes efeitos, comumente associados à mielossupressão, diarreia, mucosite, náuseas e vômitos.

A radioterapia pode provocar efeitos colaterais locais como diarreia, obstrução, fístulas, náuseas e vômitos.

 

A radioterapia pode provocar efeitos colaterais locais como diarreia, obstrução, fístulas, náuseas e vômitos.

É importante monitorizar estes efeitos e ajustar a alimentação neste período, além de controlar o peso.

Procure fazer uma hidratação adequada, alimentação equilibrada e fracionada em 5 ou 6 refeições ao dia, de acordo com sua preferência.

No site, na parte de Saúde e Você ou com o guia “Alimente-se bem durante o tratamento oncológico” você pode obter mais informações.

Se estiver perdendo peso, procure um nutricionista e avise o seu médico.

Como deve ser a alimentação de um paciente com câncer na região da cabeça e pescoço?

Em geral a terapia padrão consiste em cirurgia ou radioterapia para lesões precoces e terapia combinada para lesões avançadas. Todas as modalidades de tratamento, incluindo a cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem afetar o estado nutricional.

Os pacientes com câncer de cabeça e pescoço têm um risco de desnutrição aumentado por várias razões, tais como: hábitos alimentares inadequados associados com consumo excessivo de álcool e tabaco, frequentemente observados entre estes pacientes.

Além disso, a localização do tumor provoca disfagia (dificuldade de deglutição), odinofagia (dor para engolir), trismo (dificuldade de abertura da boca) e alterações do paladar, resultando em uma diminuição da ingestão alimentar. A evidente perda nutricional nestes pacientes reduz a tolerância ao tratamento.

Portanto, a alimentação vai depender de com qual consistência o paciente consegue se alimentar. Se apresentar dificuldade ou dor para engolir, a alimentação deverá ser de consistência mais pastosa ou liquidificada, distribuída em 6 a 8 refeições ao dia e deve-se utilizar um suplemento nutricional oral caso as necessidades nutricionais diárias não sejam atingidas. Suplementos nutricionais são fórmulas produzidas com altíssimo teor de nutrientes em pequeno volume. São líquidos, prontos para beber e se apresentam em diversos sabores. Para saber mais, você pode acessar www.forticare.com.br. Se não conseguir tolerar a alimentação via oral e apresentar perda de peso, ou após grandes cirurgias, é importante tentar uma outra via de alimentação através de uma sonda nasoenteral ou gastrostomia.

O tratamento de radioterapia na região de cabeça e pescoço pode causar alguns efeitos colaterais agudos como diminuição da saliva (xerostomia), alteração do paladar (disgeusia), mucosite, dor para engolir (odinofagia), dificuldade de deglutição (disfagia) e trismo (dificuldade de abertura da boca), que se não forem tratados podem levar à perda de peso e várias consequências nutricionais importantes.

O primeiro passo é procurar ofertar o maior número de refeições ao paciente conforme a tolerância; ingerir pequenas quantidades de líquidos frequentemente; oferecer preparações mais úmidas e pastosas; enriquecer a alimentação com leite em pó, creme de leite, etc.

Se possível, utilize um suplemento nutricional específico caso não consiga atingir suas necessidades diárias e venha perdendo peso; avalie com seu médico e/ou dentista a necessidade de saliva artificial.

Alguns pacientes relatam que os doces de forma geral provocam mais secura na boca, se esse for o caso, evite por um período.

Os pacientes podem frequentemente apresentar perda de peso significante durante o tratamento, acarretando diminuição da qualidade de vida, da sobrevida e da tolerância ao tratamento.

Por esses motivos é muito importante ser acompanhado por um nutricionista, para que a alimentação seja adaptada as suas necessidades.

Se estiver perdendo peso, procure um nutricionista e avise o seu médico.

Qual a alimentação recomendada para o paciente que tem uma colostomia?

A alimentação do paciente com colostomia deve ser equilibrada, de consistência normal, fracionada em 5 ou 6 refeições ao dia, com correção dos hábitos e tabus alimentares incorretos, visando uma reabilitação nutricional e reintegração do ostomizado à família e à sociedade.

Para isso, alguns cuidados devem ser observados, dentre eles a ingestão hídrica de 1,5 a 2,0 litros/dia e o consumo de uma quantidade de fibras adequada para o bom funcionamento da colostomia.

Para diminuir os gases quando sua produção estiver aumentada, procure: comer devagar, mastigar bem os alimentos, não falar muito durante as refeições, não ficar em jejum durante longos períodos, dar preferência a alimentar-se a cada 3 horas, não fumar e não mascar chicletes.

Além disso, evite alimentos que possam aumentar a produção de gases, tais como: bebidas alcoólicas, refrigerantes, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, couve-flor, repolho, brócolis, batata-doce, pimentão, pepino, cebola crua, doces e frituras.

Além disso, evite alimentos que possam aumentar a produção de gases, tais como: bebidas alcoólicas, refrigerantes, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, couve-flor, repolho, brócolis, batata-doce, pimentão, pepino, cebola crua, doces e frituras.

 

É importante ressaltar que cada alimento deve ser testado individualmente, a fim de ver a tolerância individual, pois isto evita que se exclua da dieta alimentos importantes para o equilíbrio da mesma.

Já terminei a quimioterapia e engordei, posso fazer dieta para emagrecer?

Sim. O ganho de peso durante o tratamento pode ter vários motivos, dentre eles aumento da ansiedade associada a um maior consumo de alimentos; diminuição do gasto energético (muitas pessoas param de fazer atividade física e de trabalhar no período do tratamento); utilização de alguns medicamentos como os corticóides.

Aproximadamente 1/3 das pacientes com câncer de mama ganham mais do que 5 kilos. Após o tratamento, o melhor a fazer é procurar mudar os hábitos alimentares que estão inadequados, através de uma reeducação alimentar e atividade física regular de acordo com a tolerância da paciente.

Seguindo uma alimentação saudável, equilibrada, de baixas calorias, fácil de fazer, adequada ao seu estilo de vida, a maior parte das pessoas consegue perder peso com segurança e de maneira simples, estabelecendo padrões saudáveis de alimentação para a vida inteira.

Procure fracionar as refeições de forma que você faça de 5 a 6 refeições por dia, com pequenas quantidades de alimentos, procure ingerir mais frutas, legumes e verduras, cereais integrais; evite frituras, preparações gordurosas e doces.

Dietas da moda fazem sucesso por um período curto e emagrecem momentaneamente, mas não reeducam os hábitos alimentares e geralmente impedem de obter todos os nutrientes que o organismo necessita.

Se estiver perdendo peso, procure um nutricionista e avise o seu médico.

O que fazer quando o paciente oncológico é também diabético?

É importante que os níveis de glicemia fiquem dentro dos padrões de normalidade para que a cirurgia ou outros tratamentos possam ser realizados sem maiores complicações. A dieta deverá ser balanceada e equilibrada de acordo com suas necessidades calóricas individuais.

A princípio deve-se excluir o açúcar e substituí-lo por adoçante, controlar o consumo de carboidratos como pães, doces, massas, bolos, respeitando a orientação estabelecida especificamente para o paciente. Excluir bebida alcoólica, reduzir o consumo de frituras, fracionar a alimentação em 5 ou 6 refeições/dia e procurar uma nutricionista para uma orientação mais individualizada. Para conseguir um perfeito equilíbrio metabólico, é preciso um equilíbrio entre dieta, exercícios físicos e medicação (insulina ou hipoglicemiantes orais).


As respostas apresentam orientações gerais baseadas em evidências encontradas em grande parte dos pacientes. Como as condições variam de um indivíduo para outro, recomenda-se que você procure um profissional de nutrição para avaliar melhor a sua condição.

Tire suas dúvidas com a nutricionista Georgia S. de Oliveira

Tem alguma dúvida sobre nutrição em oncologia? Clique aqui e mande um e-mail para a nutricionista Georgia S. de Oliveira.

Compartilhe: